Reestruturação do Programa Saúde Mental e Bem-estar da FDRP cria parceria com Residência de Medicina de Família e Comunidade
Data de Publicação: 19/03/2025
Na sexta-feira do dia 14-03-2025 foi realizada a abertura oficial da reestruturação do Programa de Saúde Mental e Bem-estar da Faculdade de Direito de Ribeirão Preto (FDRP USP), contando com a presença dos médicos residentes em Medicina de Família e Comunidade do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (HC-FMRP/USP), do coordenador do programa de residência e docente do departamento de medicina social Prof. Dr. João Mazzoncini de Azevedo Marques, do Prof. Dr. Camilo e Prof. Dr. Nuno, da psicóloga e responsável pelo Programa Bem-estar Giovanna Delbem, com psicólogos do programa, alunos da FDRP e a médica de família e comunidade R4 de Saúde Mental e Populações Negligenciadas do programa de Medicina de Família e Comunidade do HC FMRP USP, Cely Morcerf.
A nova organização do programa de saúde mental e bem-estar busca a fixação da medicina de família e comunidade, acompanhando a comunidade acadêmica ao longo do tempo, com manejo de questões mentais, físicas, sociais, familiares, além de atividades coletivas em grupos terapêuticos, trabalhando em conjunto com a equipe de psicologia na criação de um planejamento do cuidado personalizado para cada estudante, utilizando o Método Clínico Centrado na Pessoa.
Tal reestruturação, busca uma visão e abordagem mais humanizada, holística e social do cuidado em saúde mental, com manejo integrado de problemas clínicos e de saúde mental pelo mesmo médico de família e comunidade, que trabalhará em uma equipe multiprofissional acompanhando os estudantes ao longo do tempo e estudando fatores existentes como determinantes sociais da saúde na formação acadêmica da instituição. “O compromisso com os direitos humanos, o atendimento gratuito em saúde sem a fragmentação do indivíduo, empoderado a quem chamamos de pessoa e não de paciente, são pilares essenciais do novo olhar e abordagem da saúde mental e física pela medicina de família em seu novo programa de ano adicional de formação. Assim, a medicina centrada na pessoa vem também com uma priorização de pautas e do acompanhamento personalizado para minorias, populações negligenciadas, em seus diferentes espaços de vivências. Buscamos auxiliar as pessoas na manutenção da qualidade de vida, de uma forma que faça sentido na rotina e na vivência dentro do ambiente universitário e fora dele, educando sobre questões em saúde, possibilidades de planos terapêuticos e medicamentosos, porém com a responsabilidade de não medicalizar a vida e rotular o indivíduo em listas de diagnósticos, que mais estigmatizam e segregam do que curam, priorizando-se assim as intervenções resolutivas personalizadas para cada pessoa.” Diz Cely Carolyne Pontes Morcerf, médica, do programa de residência em medicina de família e comunidade, cursando o ano adicional de formação em Saúde Mental e Populações Negligenciadas.